segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Um Filme, Uma Música e Um Livro

Enquanto assistia a um filme ocorreu-me uma associação entre o filme que estava assistindo, um livro que por sinal havia lido há pouco tempo e uma música. Os três itens apresentam a mesma temática e de diferentes formas abordam um tema bastante poético e que figura ou em algum momento provavelmente já figurou em nossos pensamentos.

O Filme:
Asas da Liberdade(Birdy), filme de 1984 conta com Matthew Modine(Birdy) e Nicolas Cage(Sgt. Alfonso 'Al' Columbato). Al e Birdy mantém uma amizade desde a juventude, a amizade começa de forma tensa, parte pela circunstância em que trocam a primeiras palavras, parte pela reclusão de Birdy, porém a tensão do primeiro contato não impede a ocorrência de um leve diálogo, que com certeza por si só já seria suficiente para apresentar o filme (contudo após ele continuarei a escrever um pouco mais...).
Birdy - Asas da Liberdade
Birdy: Você gosta de pombos?
Al: Por que gostaria?
Birdy: Porque eles voam.
Al: E daí?
Birdy: É o suficiente.

Al e Birdy se envolvem em algumas situações na sua juventude, que acabam sendo lembradas através das tentativas de Al de recuperar a "sanidade" de Birdy, que  está internado em uma clínica psiquiátrica e demonstrando comportamento muito similar ao de um pássaro, após ter sido resgatado em combate enquanto servia ao exército. Os vários momentos lembrados por Al nos mostram o sonho de poder voar que Birdy alimenta sob várias perspectivas e algumas de suas tentativas de realizar tal sonho. Este é um filme que nos presenteia com momentos de reflexão, apreensão e um final surpreendente ao som de La Bama, um excelente filme. A trilha sonora deste filme é assinada por Peter Gabriel.

"Voar é muito mais que bater as asas. O pássaro pode bater as asas e não sair do lugar. Mas quando ele quer voar basta o menor movimento e ele vai para o céu." - Birdy


A Música: O filme fez com que me lembrasse do seguinte verso da música Tendo a Lua dos Paralamas do Sucesso:

"O céu de ícaro tem mais poesia que o de galileu"

No momento em que Hebert Vianna escreveu esta música, provavelmente deve ter partido da linha de raciocínio que caracteriza o céu de Galileu, como produto da ciência, de forma lógica, sendo algo absoluto. Enquanto o céu de Ícaro era repleto de poesia e lirismo, não importando qual preço deveria ser pago para que possível fosse alcançá-lo.

O Livro: O livro Fernão Capelo Gaivota(Jonathan Livingston Seagull) escrito por Richard Bach surgiu a partir de uma misteriosa voz que Bach disse ter escutado enquanto pensava sobre a vida após ter deixado a Força Aérea no fim dos anos 60. O livro trata da história de uma gaivota que não se satisfaz apenas com voar para se locomover e obter alimento, ela nutre uma extrema paixão por voar, por vezes até esquecendo de se alimentar. Certamente a parábola apresentada neste livro tenta nos mostrar que devemos buscar um propósito mais nobre para nossas vidas do que apenas sobreviver.

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